Depressão Pós-Separação: tudo o que você sempre quis saber e nunca ninguém te falou - Lisandra Zanuto

Depressão Pós-Separação: tudo o que você sempre quis saber e nunca ninguém te falou

Depressão Pós-Separação: tudo o que você sempre quis saber e nunca ninguém te falou

Por Lisandra Zanuto 

Terminar um relacionamento é muito triste, dói muito, talvez a maior dor que podemos sentir está ligada a essa perda. Mas se você anda desanimada, cansada, sem vontade de fazer nada, chorando o tempo todo e sem vontade de viver. Atenção! Alerta vermelho se isso já passa de dois meses, você pode estar entrando em um quadro de depressão.

Neste artigo vamos falar sobre depressão pós-separação. O que ela é, quais são os sintomas e como tratar. Para entendermos melhor, vamos ver o que é essa doença, sim, depressão é uma doença e pode até levar a morte.

O que é depressão?

Depressão é um distúrbio afetivo que sempre existiu. No sentido patológico há presença de tristeza, pessimismo, baixa autoestima, que sempre aparecem só ou combinadas entre si.

Ela é uma doença neurobiológica, causada pela falta de neurotransmissores responsáveis pelo bem-estar, pelo sono, pela dor, apetite e tantas outras coisas que precisamos para viver bem.

Entre as causas da depressão existe a neurológica, onde as evidências comprovam alterações químicas no cérebro, principalmente com relação aos neurotransmissores, que são as substâncias que transmitem impulsos nervosos entre as células.

Ela pode surgir, também, de situações como perda de alguém ou de emprego, um desastre, uma doença, preconceitos e até crises existenciais.

As grandes perdas podem desencadear a depressão ou podem ser um gatilho que dispara o processo.

Por incrível que possa parecer e ao contrário do que todo mundo imagina, os problemas psicológicos e sociais, na maioria das vezes, são consequência e não causa da depressão.

É importante falar que o estresse é um super vilão e pode precipitar a depressão em pessoas que já são predispostas à doença, devido, provavelmente a genética. Isso mesmo, a depressão pode ser genética sim. Então, se você tem caso de depressão na família fique ainda mais ligado aos sinais que podem aparecer.

Os casos de depressão no mundo são estimados em 19% da população, o que significa uma em cada cinco pessoas no mundo apresenta problemas depressivos em algum momento da vida ou em toda ela.

Quais são os principais sintomas da depressão?

* Humor deprimidoO humor deprimido é aquela sensação de vazio interno, uma tristeza constante e uma sensação de desesperança.

* Falta de interesse ou prazer – Não tem vontade de fazer nada. Tudo é sem graça e não sente vontade nem de viver.

A perda de interesse nas atividades diárias pode ser um dos sintomas mais reveladores da depressão. A pessoa que está doente não tem mais vontade alguma de fazer coisas que antes adorava, como esportes, atividades sociais, ficar com a família, entre diversas outras coisas. Com isso ela vai aos poucos se isolando do mundo, recusando convites e qualquer outro motivo para sair de casa. Ela acaba por perder a capacidade de sentir alegria e prazer na vida.

* Pouco ou muito sonoInsônia ou dormir demais pode ser um sintoma que você esteja com depressão. Em algumas pessoas, a depressão se manifesta com a falta de sono, enquanto com outras pessoas acontece exatamente ao contrário, o que a pessoa mais quer é dormir o dia e a noite toda. De qualquer forma a se a rotina do sono for interrompida já é um sinal de alerta preocupante, pois a depressão interfere diretamente nos ritmos biológicos naturais.

* Falta de apetite ou apetite exageradoEsse é mais um sintoma que tende a aparecer como um extremo a outro, assim como o sono: ou você perde totalmente o apetite ou começa a comer desesperadamente. Uma perda ou ganho de 5% do peso em um mês já pode ser preocupante.

* Cansaço ou perda de energiaNormalmente quando a pessoa está com depressão ela tende a ficar mais quieta, lenta e reclamar muito de cansaço e falta de energia. Com isso, vem um monte de problemas que atinge o trabalho, os estudos e até as atividades rotineiras do dia a dia. Esse sintoma pode ser tão forte que as vezes a pessoa nem consegue levantar da cama.

* Sentimento de inutilidadeÉ quando você acha que não pode mais fazer nada de bom para ninguém, nem mesmo para você. Você acha que não serve para nada e que tudo que faz é sem propósito e sem razão.

* Culpa excessiva Quando uma pessoa está doente, ela não consegue deixar de sentir que tudo está errado na sua vida e a culpa de tudo é sua. A pessoa deprimida parece ser incapaz de enxergar qualquer lado positivo nas coisas e acaba se apegando a erros do passado e fica por dias remoendo um sentimento de culpa infinito.

Um pensamento constante é que, independentemente dos seus esforços, não há nada que se possa fazer para melhorar a situação. Sempre vai achar que não tem escolha, que ninguém se importa e que nada pode ser feito para sair desta situação.

* Pensamento sobre morte e suicídioA depressão é uma das condições mais comuns que estão ligadas ao suicídio. As pessoas deprimidas começam a pensar que morrer seria a solução mais lógica para curar toda a sua dor e sofrimento.

De acordo com o Instituto Nacional de Saúde Mental dos estados Unidos, 90% das pessoas que cometem suicídio tem um quadro clínico de depressão ou estão sob efeito de drogas.

Outra pesquisa comprovou que as mulheres são mais propensas a tentativa de suicídio do que os homens, mas os homens tem quatro vezes mais chances de morrer na tentativa, tudo porque eles tendem a escolher métodos mais letais do que as mulheres.

As pessoas que têm esse tipo de pensamento geralmente falam coisas do tipo: “eu quero acabar com tudo”, “eu preferia morrer”, “eu vou morrer de qualquer forma”… Mas o grande perigo está onde as outras pessoas não levam a sério o que as pessoas com depressão falam, acham que elas estão falando só por falar. A grande verdade é que elas realmente sentem vontade de colocar um ponto final na própria vida e esse, mais do que qualquer outro sintoma, indica que a ajuda profissional tem quer buscada com urgência.

E como saber se eu estou com depressão?

* Primeira coisa, somente um médico, um terapeuta ou um psicoterapeuta pode diagnosticar uma depressão.

* Você precisa ter 5 desses sintomas.

* Deve sentir isso todos os dias.

* E esses sintomas devem estar presente, por no mínimo, dois meses.

É muito comum sentirmos alguns sintomas destes em algum momento da nossa vida, mas não é por causa disso que você deve estar em um quadro depressivo. É preciso ter muito cuidado e cautela na hora de achar que o que você está sentindo, é depressão. Por isso é importante você perceber esses itens citados anteriormente.

A depressão existe em graus diferentes. Quais são os graus de uma depressão?

Os casos de depressão no mundo são estimados em 19% da população, o que significa uma em cada cinco pessoas no mundo apresenta problemas depressivos em algum momento da vida ou em toda ela. A depressão pode ser apresentada como:

* Depressão leve

* Depressão aguda

* Depressão crônica

* Distimia

* Ciclotimia

É possível morrer de um coração partido?

Eu te afirmo que sim.

De acordo com o Instituto de Psicologia dos Estados Unidos, através de algumas pesquisas feitas, foi possível constatar que quando você é rejeitado e quanto maior for essa rejeição, mais baixo são os seus batimentos cardíacos. Um baixo batimento cardíaco pode gerar uma série de sintomas. Quando você é rejeitada a área no teu cérebro que é ativada é a mesma área das dores físicas, por exemplo. Então é comum quando a gente está sofrendo por amor, é comum a gente sentir dores no corpo.

O que você experimente emocionalmente durante o fim de um relacionamento amoroso, alguns especialistas afirmam ser uma das dores emocionais mais fortes que você pode sentir. Por isso que é tão difícil se recuperar, por isso que tanta gente entrar em quadro depressivo.

Além da depressão, uma separação por de causar várias outras doenças, como:

* Ansiedade;

* Síndrome do pânico;

* Medo;

* Raiva;

* Abuso de álcool e drogas;

* Dependência química.

E a depressão tem cura??

Claro que sim. O tratamento é feito através de remédios e acompanhamento psiquiátrico e terapias. Existem mais de 30 antidepressivos disponíveis no mercado que são indicados de acordo com o grau e o tipo de depressão de cada paciente, que somente um médico pode prescrever.

Mas uma coisa eu preciso te falar antes de encerrar esse assunto: não fique esperando essa dor passar ou você afundar em um quadro depressivo. Procure ajuda, você não precisa seguir essa jornada sozinha. Sabia que eu posso te ajudar? Entre aqui: e baixe meu e-book gratuito “5 Passos Para Reconstruir sua Vida Após a Separação”.

Como já falamos anteriormente, cada caso é um caso, cada pessoa exprime um sintoma diferente de outra. O importante é ficar atento aos sintomas e ao que você vem sentindo, pois o que temos de melhor nessa vida é a própria vida, bora aproveitar e voltar a ser feliz!

2 respostas para “Depressão Pós-Separação: tudo o que você sempre quis saber e nunca ninguém te falou”

  1. Murilo alves disse:

    Muito bom parabens pelo seu artigo a Depressão tem cura mesmo valeu

  2. Sem palavras. O que foi dito aqui me ajudou demais, sério, conteúdo gratuito e de qualidade, muito obrigado por todas estas informações, vocês querendo ou não… estão salvando vidas, parabéns!

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